Dois lances chamaram a atenção de todo o Mundo na última semana: o gol não validado do jogador inglês Lampard na partida entre Inglaterra e Alemanha. O árbitro da partida Jorge Larrionda não validou o gol, apesar de a bola ter ultrapassado a linha em aproximadamente 40 centímetros, na derrota da Inglaterra por 4 a 1 para a Alemanha.
O outro lance foi o gol irregular marcado por Tévez jogador da Argentina na partida contra o México validado pela arbitragem. Um dos assistentes chegou a avisar ao árbitro Roberto Rosetti sobre a posição irregular após ver o replay do lance no telão. No entanto, o árbitro manteve sua decisão. Os dois jogos foram válidos pelas oitavas de final da Copa do Mundo.

A FIFA anunciou que o uruguaio Jorge Larrionda, que não viu a bola entrar no chute de Lampard e o italiano Roberto Rosetti, que validou um gol ilegal de Tévez não irão mais trabalhar no Mundial.
A comissão de arbitragem manteve 19 trios de juízes e assistentes que trabalharam no torneio até agora ativos. Entre eles está o trio de Carlos Eugênio Simon, formado pelo árbitro gaúcho e os assistentes Altemir Hausmann e Roberto Braatz.
A FIFA reforçou instruções aos responsáveis pelas transmissões nos estádios da Copa do Mundo para que não sejam repetidas jogadas polêmicas durante as partidas da competição.
No duelo entre as seleções europeias, o replay do chute de Lampard não foi mostrado. Entretanto, o gol marcado pelo atacante argentino em posição de impedimento, foi repetido e revelou o equívoco do assistente italiano Stéfano Ayroldi.
“Uma das instruções que demos aos responsáveis pelas transmissões dos jogos para os estádios é de que as jogadas poderiam ser repetidas, mas ações polêmicas não. O que aconteceu no jogo da Argentina foi um erro. Seremos mais firmes para que não se repita”, assegurou o porta-voz da FIFA, Nicolas Maingot.
A inclusão de tecnologias no futebol parece ser algo ainda distante. A International Board, órgão que regulamenta as regras do futebol, cessou no começo do ano experimentos eletrônicos voltados ao auxílio de árbitros. Estão arquivados projetos de chips na bola, que acionariam assim que passasse a linha do gol.
Joseph Blatter presidente da FIFA, afirmou nesta terça-feira que se desculpou com os dirigentes das equipes e que as delegações de ambas as seleções aceitaram o seu pedido. "É claro que nós lamentamos quando vemos a evidência de erros de arbitragem. Óbvio que mexicanos e ingleses não estão felizes e é seu dever reclamar. Esperamos, com os dedos cruzados, que nos últimos jogos as decisões dos árbitros sejam corretas", disse o suíço.
O dirigente prometeu que a FIFA vai "reabrir o processo" sobre o uso de tecnologia de vídeo numa reunião do seu painel de elaboração de regras, que será realizada nos dias 21 e 22 de julho, em Cardiff, capital do País de Gales.
"É óbvio que, depois de tudo o que ocorreu, não teria sentido descartar uma nova conversa sobre tecnologia na reunião que teremos mês que vem", disse Blatter, mudando seu discurso de que o uso de máquinas não seria a solução ideal para o futuro do esporte.
Blatter revelou que a Adidas, fabricante das bolas usadas nas competições da FIFA, está trabalhando junto com a Universidade de Técnica de Munique para implantar um sistema de chips nas bolas. Porém, o alto custo e as dificuldades de produzir bolas em larga escala com os implementos estaria dificultando o processo.
A FIFA também vai atualizar o seu programa de treinamentos de árbitros (com o qual já gastou cerca de R$ 90 milhões, segundo Blatter) e vai estudar a colocação de mais dois auxiliares, que ficarão ao lado dos gols. A possibilidade de ter um segundo árbitro em campo, no entanto, foi descartada, assim como o uso dos telões para tirar dúvidas.
Blatter disse que a FIFA estabeleceu o prazo de outubro ou novembro para criar um novo conceito para melhorar o controle da partida pelos árbitros e assistentes "em competições de alto nível". Ele afirmou que o dossiê está "em cima da mesa presidencial".